Como segurar o bebê corretamente: posições seguras para pegar e carregar o recém-nascido
Segurar um recém-nascido pela primeira vez pode deixar muitos pais e familiares inseguros. Afinal, o bebê ainda está desenvolvendo o controle da cabeça e precisa de apoio adequado durante os movimentos e ao ser carregado.
A boa notícia é que, com alguns cuidados simples, é possível pegar e segurar o bebê com segurança e conforto. O mais importante é oferecer suporte ao corpo, especialmente à cabeça e ao pescoço, e manter as vias respiratórias livres.
Neste artigo, você vai entender como pegar o recém-nascido, quais posições podem ser usadas para carregá-lo e quais cuidados merecem atenção no dia a dia.
1. Como segurar um recém-nascido com segurança
Nos primeiros meses, o bebê ainda não possui controle suficiente da cabeça para sustentá-la sozinho. Por isso, ao pegá-lo ou mudá-lo de posição, é importante apoiar adequadamente a cabeça, o pescoço e o restante do corpo.
Alguns cuidados básicos incluem:
- apoiar a cabeça e o pescoço ao levantar o bebê;
- manter o corpo bem apoiado;
- fazer os movimentos devagar e com firmeza;
- observar se o rosto está livre e se o bebê consegue respirar normalmente;
- evitar posições em que o queixo fique pressionado contra o peito.
Importante: não existe uma única posição correta para carregar o bebê. A posição pode variar conforme a situação, desde que o bebê esteja adequadamente apoiado e em segurança.
2. Como pegar o bebê do berço
Na hora de tirar o recém-nascido do berço ou de uma superfície segura, movimentos lentos ajudam a proporcionar mais estabilidade.
Uma das orientações utilizadas pelo Oxford Health é apoiar o bebê pelo tronco e fazer uma movimentação suave para o lado antes de levantá-lo, mantendo o corpo apoiado durante o movimento. Para colocá-lo novamente, o processo pode ser feito de maneira inversa.
3. Posições para carregar o bebê
Não existe uma única posição que seja obrigatória para carregar um recém-nascido. O importante é que o bebê esteja bem apoiado e que a posição permita observar seu rosto e manter a respiração livre.
No colo, apoiado nos braços:
O bebê pode ficar deitado nos braços do adulto, com o corpo bem apoiado e a cabeça e o pescoço sustentados. Essa é uma posição bastante utilizada para acolher o recém-nascido.
Apoiado junto ao peito:
O bebê pode ficar próximo ao corpo do adulto, com o tronco apoiado. Conforme o controle da cabeça ainda é imaturo nos primeiros meses, o adulto precisa oferecer o suporte necessário. Recém-nascidos têm pouco controle do pescoço e precisam de ajuda para sustentar a cabeça.
No ombro:
Para carregar o bebê nessa posição, o corpo fica junto ao peito do adulto, com a cabeça próxima ao ombro. O NHS também apresenta essa posição como uma das formas de apoiar o bebê durante a arrotagem, sempre com suporte para cabeça e pescoço.
No antebraço:
Há também uma posição em que o bebê fica apoiado ao longo do antebraço do adulto, com a cabeça sustentada próxima ao cotovelo. Essa é uma das formas de carregar descritas pelo Oxford Health NHS.
Um cuidado que merece atenção
Ao carregar o bebê, especialmente usando sling ou carregador, é fundamental que o rosto esteja sempre visível, as vias respiratórias estejam livres, o queixo não fique pressionado contra o peito e as costas estejam apoiadas. Essas recomendações fazem parte da orientação TICKS utilizada pelo NHS para o transporte seguro em slings e carregadores.
4. Como colocar o bebê de volta no berço
Depois de segurar ou carregar o recém-nascido, é importante fazer a transição para o berço com calma, mantendo o bebê apoiado durante todo o movimento.
Ao colocá-lo para dormir, lembre-se de que a posição segura é de barriga para cima, em uma superfície firme, plana e própria para o sono. O espaço de sono deve estar livre de travesseiros, almofadas, brinquedos, protetores e outros objetos soltos que possam cobrir o rosto do bebê.
Se o bebê adormecer no colo, em um bebê-conforto, carrinho, balanço ou carregador, ele deve ser transferido para uma superfície apropriada para o sono assim que for possível.
Uma dica importante: ao fazer a transferência, mantenha uma mão apoiando a cabeça e o pescoço e a outra dando suporte ao corpo, evitando movimentos bruscos.
5. O que evitar ao segurar o recém-nascido
Alguns cuidados são especialmente importantes:
- Não segure o bebê de maneira que a cabeça fique sem apoio enquanto ele ainda não consegue sustentá-la sozinho.
- Não cubra o rosto do bebê com manta, fralda ou qualquer outro tecido.
- Ao usar sling ou carregador, mantenha o rosto visível e o nariz e a boca livres.
- Evite posições em que o queixo fique pressionado contra o peito, principalmente durante o transporte.
- Nunca sacuda o bebê, mesmo durante uma brincadeira ou tentativa de acalmá-lo.
- Não confunda uma posição confortável para carregar com uma posição adequada para dormir.
Essa última distinção é especialmente importante: colo, sling e outros dispositivos podem ser usados para transportar o bebê com segurança quando corretamente utilizados, mas não devem ser tratados como locais de sono de rotina.
6. Quando procurar orientação profissional
Na maioria das situações, segurar e carregar um recém-nascido faz parte dos cuidados cotidianos. Porém, se houver alguma dúvida sobre a maneira de posicionar, transportar ou manusear o bebê, especialmente se ele tiver alguma condição específica de saúde, vale conversar com o pediatra ou outro profissional que acompanhe a criança.
Também é importante procurar atendimento se o bebê apresentar dificuldade para respirar, estiver muito sonolento ou difícil de despertar, ou não responder normalmente.
Conclusão
Segurar um recém-nascido pode parecer difícil no começo, mas a prática ajuda a tornar os movimentos mais naturais. O principal é oferecer apoio adequado à cabeça, ao pescoço e ao corpo, fazer os movimentos com calma e manter o rosto do bebê sempre livre.
Não existe uma única maneira correta de carregar um bebê. O importante é escolher uma posição confortável e segura para aquela situação, respeitando as necessidades do recém-nascido.
Com cuidado e atenção, o colo também se torna um momento de aconchego, contato e vínculo entre o bebê e quem cuida dele.





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