Como se preparar para o parto

 

mulher grávida se preparando para o parto na maternidade

Preparar-se para o parto pode ajudar a gestante a chegar a esse momento com mais informação e tranquilidade. Conhecer a maternidade, conversar com a equipe de saúde e organizar os principais detalhes com antecedência são passos que podem facilitar essa preparação.

Preparação não significa tentar prever exatamente como o parto vai acontecer. Cada gestação é diferente e algumas situações podem exigir mudanças no planejamento. O importante é conhecer seus direitos, conversar com a equipe de saúde e organizar o que estiver ao seu alcance.


Conhecer e escolher a maternidade

Durante o pré-natal, a gestante deve ser orientada sobre a maternidade de referência onde receberá atendimento para o parto e para eventuais intercorrências.

No SUS, a gestante tem o direito de conhecer e estar vinculada à maternidade onde será atendida. Essa visita costuma acontecer no terceiro trimestre, de acordo com a organização de cada município.

Conhecer o local antes do parto pode ajudar a diminuir dúvidas e permite saber, por exemplo, como funciona a entrada, quais documentos são necessários e quais orientações a maternidade oferece.

Visitar a maternidade

Se houver possibilidade de visita, aproveite para conhecer o ambiente e tirar dúvidas.

Algumas perguntas que podem ser úteis:

  • Como funciona a entrada da gestante em trabalho de parto?
  • Qual documento deve ser apresentado?
  • É necessário levar a Caderneta da Gestante?
  • Como funciona a presença do acompanhante?
  • Quais itens devem ser levados?
  • Existe algum procedimento específico para a internação?

As informações podem variar entre maternidades. Por isso, é melhor confirmar diretamente com o serviço onde o parto será realizado.

Escolher o acompanhante

A gestante tem direito a escolher uma pessoa de sua confiança para acompanhá-la durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto, nos termos da legislação. Esse direito vale para parto normal e cesariana no âmbito do SUS.

Pode ser o parceiro, uma mãe, irmã, amiga ou outra pessoa de confiança escolhida pela gestante.

Conversar antecipadamente com essa pessoa pode ser importante. Assim, o acompanhante pode entender como ajudar, quais são os desejos da gestante e quais informações são importantes naquele momento.

Pensar no plano de parto

O plano de parto é uma forma de registrar preferências e expectativas para o atendimento durante o parto.

Ele pode ser elaborado durante o pré-natal junto com o profissional que acompanha a gestante e apresentado à equipe que realizará o parto. Entre outras coisas, pode registrar preferências sobre procedimentos, formas de cuidado, ambiente e participação do acompanhante.

É importante entender que o plano de parto não é um contrato. Se surgir uma situação inesperada, a equipe pode precisar mudar a conduta para proteger a saúde da mãe ou do bebê. Mesmo assim, a gestante deve receber explicações claras e participar das decisões sempre que possível.



O que levar para a maternidade

Não é preciso esperar o início do trabalho de parto para pensar na bolsa.

A partir do terceiro trimestre, pode ser útil começar a organizar os documentos e os itens que a maternidade orienta levar.

A lista pode variar conforme o hospital. Por isso, antes de montar a mala definitivamente, confirme com a maternidade quais itens são necessários.

Entre os documentos e itens que podem ser solicitados estão:

  • documento de identificação;
  • documentos ou informações do acompanhamento pré-natal;
  • Caderneta da Gestante;
  • exames solicitados pela maternidade;
  • roupas e itens pessoais;
  • itens para o bebê, conforme a orientação do serviço.


Quando começar a organizar tudo?

Não existe uma única semana que sirva para todas as gestantes para começar a preparar a mala ou organizar os detalhes do parto.

Uma boa estratégia é começar a se organizar antes das últimas semanas da gravidez, deixando documentos, contatos importantes e itens essenciais mais fáceis de encontrar.

Isso evita deixar tudo para a última hora e permite corrigir o que estiver faltando com calma.

Sinais de que o trabalho de parto pode estar começando

Perto da data prevista, algumas mudanças podem indicar que o trabalho de parto está se aproximando. As contrações podem começar de forma irregular e, com o passar do tempo, ficar mais fortes, regulares e próximas umas das outras.

Também pode acontecer a saída do tampão mucoso, um muco mais espesso que pode apresentar pequenas estrias de sangue. Esse sinal pode aparecer dias ou até semanas antes do parto e, sozinho, não significa necessariamente que chegou o momento de ir para a maternidade.

Outro sinal importante é a perda de líquido pela vagina, que pode indicar o rompimento da bolsa. Nessa situação, mesmo sem contrações, a gestante deve procurar a maternidade para ser avaliada.

Quando procurar a maternidade?

O momento de procurar atendimento pode variar de acordo com a situação de cada gestante e com as orientações recebidas durante o pré-natal. Por isso, é importante já saber qual é a maternidade de referência e como entrar em contato com a equipe responsável.

Em caso de sangramento intenso, dor forte ou persistente, diminuição ou ausência dos movimentos do bebê, ou outros sinais preocupantes, é necessário procurar atendimento imediatamente.

Importante: se houver dúvida sobre o início do trabalho de parto ou sobre algum sintoma diferente, o mais seguro é entrar em contato com a equipe que acompanha a gestação ou procurar atendimento.

Preparar-se também é se informar

Preparar-se para o parto vai muito além de arrumar uma mala.

É conhecer a maternidade, saber quem estará ao seu lado, conversar com a equipe de pré-natal, entender seus direitos e pensar sobre suas preferências.

Também é importante manter a mente aberta para mudanças. O nascimento pode não acontecer exatamente como foi imaginado, e isso não significa que a preparação tenha sido perdida.

Informação, acompanhamento profissional e uma rede de apoio podem ajudar a tornar esse momento mais seguro e acolhedor.

Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação individual de um profissional de saúde.

Fontes

  • Ministério da Saúde — Saúde Materna.
  • Ministério da Saúde — Lei do Acompanhante.
  • Ministério da Saúde — Caderneta Brasileira da Gestante.
  • Ministério da Saúde — Pré-natal

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